ANEEL regulamenta blockchain no setor elétrico; EverValue move 400 WBTC e Receita amplia fiscalização cripto
A regulação brasileira deu um passo relevante para a integração de tecnologias descentralizadas na infraestrutura energética. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou, em janeiro de 2026, a Resolução 1.150, que cria um ambiente regulatório voltado a testes com blockchain, inteligência artificial, internet das coisas e medidores inteligentes no setor elétrico nacional.
O que muda com a Resolução 1.150 da ANEEL
A medida posiciona o Brasil em um movimento observado em mercados regulados globais. Distribuidoras e concessionárias de energia passam a ter um arcabouço formal para testar aplicações de blockchain voltadas à rastreabilidade de ativos, automação operacional e gestão de infraestrutura digital.
O ambiente de sandbox regulatório criado pela resolução permite que empresas operem tecnologias emergentes sob supervisão da agência. O objetivo é mapear riscos e benefícios antes de uma adoção ampla no setor.
Fórum técnico em São Paulo debate aplicações práticas
Nos dias 2 e 3 de junho de 2026, especialistas em regulação, executivos do setor energético e empresas de tecnologia se reúnem em São Paulo para debater aplicações concretas dessas ferramentas em ambientes regulados.
A pauta inclui digitalização de processos operacionais, interoperabilidade entre sistemas de diferentes concessionárias e adaptação regulatória para novas infraestruturas tecnológicas. O encontro ocorre semanas após a publicação da resolução e deve consolidar posicionamentos do setor privado sobre a norma.
EverValue e os 400 WBTC no radar do mercado
No campo dos ativos digitais, a EverValue movimentou 400 WBTC — Wrapped Bitcoin, versão tokenizada do Bitcoin que opera em redes de contratos inteligentes. O volume equivale a dezenas de milhões de dólares em valor de mercado e sinaliza liquidez relevante em operações on-chain envolvendo o ativo.
Receita Federal amplia fiscalização de importações com cripto
A Receita Federal publicou nova regra que amplia o monitoramento de importações pagas com stablecoins, Bitcoin e outras criptomoedas. A medida reforça o escrutínio sobre o uso de ativos digitais em transações comerciais internacionais e impacta diretamente empresas e pessoas físicas que utilizam cripto como meio de pagamento em operações de comércio exterior.
Binance avança e eventos marcam agenda cripto no Brasil
A Binance segue expandindo sua presença no mercado brasileiro. A exchange, maior do mundo por volume de negociação, fortalece operações locais em um cenário de crescente demanda por produtos cripto no país.
Belo Horizonte e São Paulo concentram eventos do setor nas próximas semanas. As iniciativas reúnem desenvolvedores, investidores e reguladores em torno de temas como DeFi, tokenização de ativos reais e conformidade regulatória — temas diretamente impactados pela Resolução 1.150 da ANEEL e pela nova norma da Receita Federal.



